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Lolita e a interpretação de texto


ninfeta

nin.fe.ta

(ê) sf (ninfa+eta) Menina adolescente, que desperta desejo sexual.

Segundo dicionário Michaelis


Lolita é um dos mais importantes romances do século XX. Polêmico, irônico, tocante, narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos.

A obra-prima de Nabokov, agora em nova tradução, não é apenas uma assombrosa história de paixão e ruína. É também uma viagem de redescoberta pela América; é a exploração da linguagem e de seus matizes; é uma mostra da arte narrativa em seu auge. Através da voz de Humbert Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador.

Descrição retirada do site da Saraiva


Com o crescimento do debate sobre o livro Lolita, de Vladimir Nabokov, vi diversos comentários que não condiziam com o que eu havia entendido do livro, então resolvi fazer uma análise do comportamento das personagens e a forma como são interpretadas. Selecionei alguns trechos do livro (logo, spoilers) que julguei interessantes para o texto. O livro é descrito (e vendido) como uma história de amor, mas lendo o livro, não foi dessa forma que entendi.

No início do livro, somos apresentados a Humbert Humbert, a personagem principal e responsável por nos narrar a história. Ele é um cara “normal”, nada de muito relevante, a clássica “pessoa comum”, personagem fácil de se simpatizar, como é a tendência quando a história é contada em primeira pessoa. Durante todo o livro, as ações da personagem são explicadas e justificadas por ela mesma. Humbert começa justificando o porquê de ele sentar no parque pra ver as crianças brincando e termina justificando o porquê de ele sequestrar Dolores.

São 392 páginas de um criminoso justificando seus atos e os narrando de forma a parecerem completamente aceitáveis e até românticos.

Mas vamos começar com o primeiro trecho do livro.

“Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade. Meu pecado, minha alma. Lo-li-ta: a ponta da língua faz uma viagem de três passos pelo céu da boca abaixo e, no terceiro, bate nos dentes. Lo. Li. Ta.

Pela manhã, um metro e trinta e dois a espichar dos soquetes; era Lo, apenas Lo. De calças práticas, era Lola. Na escola, era Dolly. Era Dolores na linha pontilhada onde assinava o nome. Mas nos meus braços era sempre Lolita.

Teve uma precursora? Teve, sim, teve. Na verdade, talvez até não houvesse Lolita nenhuma se, certo Verão, eu não tivesse amado uma rapariga-menina inicial. Num principado junto ao mar. Oh, quando? Quase tantos anos antes de Lolita nascer quantos eu contava nesse Verão. É sempre de esperar num assassino uma prosa de estilo caprichoso.

Senhoras e senhores do júri, a prova número um é o que os serafins, os simples, mal informados e nobremente alados serafins, cobiçaram. Reparai neste emaranhado de espinhos.”

Antes de falar de Dolores, quero falar sobre a precursora citada, ela se chama Anabela e aparece na história no momento em que Humbert está com 13 anos.

“Anabela era, como o autor, de ascendência mista: meio inglesa, meio holandesa, no seu caso. Hoje lembro-me muito menos claramente das suas feições do que me lembrava há alguns anos, antes de conhecer Lolita. Há duas espécies de memória visual: uma, em que recriamos habilmente uma imagem no laboratório do nosso espírito, com os nossos olhos abertos (e nessa altura eu via Anabela em termos tão gerais como: pele cor de mel”, braços magros, cabelo castanho e curto”, pestanas compridas, boca grande e luminosa); outra, em que evocamos instantaneamente, com os olhos fechados, no interior escuro das nossas pálpebras, a réplica objectiva e absolutamente óptica de um rosto adorado, um fantasmazinho em cores naturais (e é assim que vejo Lolita).

Permita, portanto, que, ao descrever Anabela, me limite escrupulosamente a dizer que ela era uma garota encantadora, alguns meses mais nova do que eu. Os seus pais, velhos amigos da minha tia e tão enfadonhos como ela, tinham alugado uma vivenda não muito longe do Hotel Mirana. O careca e bronzeado Mr. Leigh e a gorda e empoada Mrs. Leigh (nascida Vanessa van Ness). Como os detestava! Ao princípio, Anabela e eu conversávamos de assuntos periféricos. Ela tinha o hábito de levantar punhados de fina areia e de a deixar correr por entre os dedos. Os nossos cérebros estavam sintonizados como os dos pré-adolescentes europeus inteligentes do nosso tempo e do nosso meio, e eu duvido que se pudesse atribuir grande dose de talento individual ao nosso interesse pela pluralidade dos mundos habitados, pelo tênis de competição, pelo Infinito, pelo solipsismo, etc.

A maciez e a fragilidade das crias dos animais causavam-nos a ambos a mesma dor intensa.

Ela queria ser enfermeira num esfaimado país asiático qualquer; eu queria ser um espião famoso.

De repente, estávamos louca, desajeitada, imprudente e angustiadamente apaixonados um pelo outro — e desesperadamente, deveria acrescentar, pois aquele frenesi de posse mútua só poderia ser apaziguado se, verdadeiramente, absorvêssemos e assimilássemos todas as partículas da carne e da alma um do outro; mas para ali estávamos, incapazes, até, de acasalar, coisa que as crianças dos bairros miseráveis teriam encontrado sem dificuldade oportunidade de fazer. Depois de uma ousada tentativa para nos encontrarmos à noite no jardim dela (de que falarei mais adiante), a única intimidade que nos consentiam era estar longe do alcance auditivo, mas não do visual, da parte populosa da plage. Aí, a poucos palmos de distância dos mais velhos, estendíamo-nos toda a manhã na areia fofa, num petrificado paroxismo de desejo, e aproveitávamos todos os abençoados ardis, no espaço e no tempo, para nos tocarmos: a sua mão, meio oculta na areia, avançava devagarinho na minha direção, com os dedos esguios e morenos a aproximarem-se mais e mais, como sonâmbulos; depois, o seu opalescente joelho iniciava uma longa e cautelosa viagem. Às vezes, um castelo ocasional, construído por garotos mais novos, concedia-nos abrigo suficiente para que os nossos lábios salgados roçassem uns pelos outros. Estes contactos incompletos arrastavam os nossos corpos jovens, sadios e inexperientes para tal estado de exaspero que nem a fria água azul, sob a qual continuávamos a agarrar-nos, nos aliviava.”

“Valendo-nos do mais insignificante dos pretextos (era a nossa última oportunidade e nada mais interessava, realmente), escapámo-nos da esplanada do café para a praia, encontramos uma extensão de areia deserta e aí, na sombra violeta de umas rochas vermelhas que formavam uma espécie de caverna, tivemos uma breve sessão de sôfregas carícias, com um par de óculos de sol perdidos por alguém como única testemunha.

Eu estava de joelhos, e prestes a possuir a minha adorada, quando dois banhistas barbudos, o velho banheiro e o irmão, saíram do mar e soltaram exclamações de obsceno encorajamento.

Quatro meses depois ela morreu de tifo, em Corfu.”

E assim termina a história de Anabela. Voltando à fase adulta da personagem, segue um trecho da história.

“Sei também que o abalo da morte de Anabela consolidou a frustração daquele Estio de pesadelo, o transformou num obstáculo permanente a qualquer novo romance nos anos frios da minha juventude. O espiritual e o físico tinham-se fundido em nós com uma perfeição por certo incompreensível aos jovens práticos, grosseiros e de mentalidade estandardizada nos nossos dias. Muito depois da sua morte continuarei a sentir os seus pensamentos flutuarem através dos meus. Muito antes de nos conhecermos tivéramos os mesmos sonhos. Comparamos as nossas recordações e encontramos estranhas afinidades. No mês de Junho do mesmo ano (1919), um canário perdido entrara na casa dela e na minha, em dois países muito distantes um do outro. Oh, Lolita, se tu me tivesses amado assim!”

A própria personagem, Humbert Humbert, diz-se abalado e frustrado pela morte de Anabela, impossibilitando-o de ter novos relacionamentos durante sua juventude. Além de Dolores ser comparada com Anabela, acabou vindo a ser também uma substituta dela.

Em outro momento, quando Humbert está procurando um local para morar, um conhecido fala de uma residência onde poderia se estabelecer.

“Disse-me que o casal tinha duas filhas, uma ainda bebê e outra de doze anos, e um bonito jardim, não muito longe de um bonito lago, e eu respondi-lhe que parecia perfeitamente perfeito.

Troquei correspondência com as pessoas em questão, a quem convenci de que tinha hábitos domésticos, e passei uma noite fantástica no comboio, imaginando em todos os pormenores possíveis a enigmática ninfeta, a quem ensinaria francês e acariciaria humbertinianamente.”

Acredito que esse trecho sozinho já possa quebrar a ideia toda de história de amor. Uma garota, que a personagem ainda não conhecia e nunca tinha visto, foi descrita como “enigmática ninfeta” e ele já imaginava as caricias que faria nela. Essa garota não era Dolores, essa garota não aparece na história, essa garota é citada apenas nesse momento. Agora já pode analisar o “amor obsessivo” de Humbert por Dolores, e se esse amor era por Dolores ou apenas por garotas de 12 anos.

Devido a um acidente, Humbert é impedido de se alojar nessa residência, então lhe indicam a residência da Mrs. Haze, mãe de Dolores. Durante o percurso e a visita à residência, a personagem se mostra extremamente desinteressada em morar lá e triste por não poder mais se alojar na residência previamente planejada. Até que, durante a visita, aparece Dolores.

“Continuava a caminhar atrás de Mrs. Haze, através da sala de jantar, quando, para lá dela, avistei como que uma súbita explosão de verdura — A piazza, anunciou a minha guia, e a seguir, sem o mínimo aviso, uma oceânica onda azul soergueu-me o coração: numa esteira estendida num charco de sol, seminua, ajoelhada e girando sobre os joelhos, estava o meu amor da Riviera, a espreitar-me por cima de uns óculos escuros.

Era a mesma criança — os mesmos ombros frágeis cor de mel, as mesmas costas nuas, sedosas e flexíveis e a mesma cabeleira castanha. Um lenço às bolinhas, atado em redor do peito, ocultava dos meus olhos de macaco a envelhecer, mas não dos da memória da juventude, os seios moços que acariciara certo dia imortal. E, como se eu fora a ama de alguma princesinha de conto de fadas (perdida, raptada, descoberta envolta em farrapos ciganos, através dos quais a sua nudez sorria ao rei e aos seus cães de caça), reconheci o pequeno sinal castanho-escuro do seu flanco. Reverente e deleitado (o rei chorando de alegria, as trompas soando clangorosamente, a ama enlevada), vi de novo o seu encantador abdômen retraído, onde a minha boca, em demanda de regiões mais ao sul, se detivera brevemente, e aquelas ancas infantis, onde beijara a marca crenulada deixada pelo elástico dos calções, naquele derradeiro, louco e imortal dia, atrás do Roches Roses. Os vinte e cinco anos que vivera desde então afuselaram-se até formarem um ponto palpitante e desapareceram.”

O autor não poderia ter deixado mais claro de onde vem a “grande paixão” de Humbert por Dolores Haze, ele projeta nela Anabela, seu amor frustrado de infância. Mas 25 anos haviam se passado e, com 38 anos não há mais espaço para reviver amores de infância.

Durante o livro, o corpo de Dolores é descrito pela personagem de forma encantadora e cada ação banal dela, de forma sedutora. Para exemplificar isso vou utilizar uma parte onde Dolores adoece e o narrador acredita que na verdade, ela buscava a atenção dele.

“Quando entramos na cabina, sentou-se numa cadeira, a uma mesa de jogo, deitou a cabeça no braço dobrado e disse que se sentia muito mal. Fingia, pensei, com certeza, para se furtar às minhas carícias, e eu estava consumido de desejo. Mas quando tentei afagá-la começou a choramingar, de um modo triste e invulgar.

Lolita doente. Lolita moribunda. A sua pele escaldava!”

Mas vamos falar um pouco da mãe de Dolores, Charlotte Haze, personagem que não parece receber muita importância. Ela se apaixona por Humbert que, ciente disso, casa-se com ela para manter-se próximo de Dolores. Isso solucionava seus problemas até que Charlotte (agora Mrs. Humbert) decidiu enviar Dolores para uma escola de turno integral, o que o impossibilitaria de vê-la. Então, pensando nesse “problema”, eis que Humbert encontra uma solução: matar ela.

“E, aos solavancos, confundiram-se lentamente, ausentemente, com a luz e a sombra. Lolita! Pai e filha confundindo-se naquele bosque! A solução natural era destruir Mrs. Humbert. Mas como?

Nenhum homem pode cometer o assassínio perfeito. Mas o acaso pode.”

Após planejar a morte de Charlotte e falhar em executá-la, Charlotte encontra diários de Humbert onde ele falava de sua filha. E essa é a reação dela ao descobrir que Humbert era “apaixonado” por sua filha.

“- És um monstro! És um embusteiro detestável, abominável, criminoso! Se te aproximas… grito pela janela! Afasta-te!

[…]

– Parto esta noite, tudo isto é teu. Mas nunca, nunca mais porás os olhos naquela maldita fedelha! Sai desta sala!”

Então, por obra do destino, Charlotte acaba, realmente, por morrer.

Chegamos então na parte onde Humbert sequestra Dolores e a leva para uma viagem, onde eles visitam diversas cidades, pois sabendo que estava cometendo um crime, não permanece em um mesmo local para não serem encontrados. Então entramos na saga dos soníferos. Humbert passa a comprar remédios para dormir e a procurar formas de fazer com que sua amada Dolores os tomasse sem saber (grande prova de amor).

“Permita que me explique. Não me sentia exageradamente preocupado com as suas insinuações auto-acusatórias. Continuava firmemente resolvido a obedecer à minha política de poupar a sua pureza, agindo apenas pela calada da noite, servindo-me apenas de um corpinho nu completamente anestesiado.”

Como a história é narrada por Humbert, em momento algum vemos o ponto de vista de Dolores, apenas como ele quer que a vejamos. Durante todo o tempo em que viajavam, Dolores parecia estar feliz, não se mostrava incomodada. Pelo menos não do ponto de vista do narrador.

Em determinado momento, Dolores adoece e precisa ser hospitalizada, sendo essa a primeira vez, desde seu sequestro, onde se encontra separada de Humbert. Momento também que utiliza, com a ajuda de um conhecido, para fugir dele, o que faz com que Humbert descubra que ela já vinha buscando ajuda para fugir há algum tempo.

Depois de passar por esses pontos da história, volto à descrição do livro citada no início do texto.


“Lolita é um dos mais importantes romances do século XX. Polêmico, irônico, tocante, narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos.

A obra-prima de Nabokov, agora em nova tradução, não é apenas uma assombrosa história de paixão e ruína. É também uma viagem de redescoberta pela América; é a exploração da linguagem e de seus matizes; é uma mostra da arte narrativa em seu auge. Através da voz de Humbert Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador.”


Agora cabe ressaltar determinadas partes, começando por “amor obsessivo de Humbert Humbert”. Obsessivo? Correto. Mas amor? Parece passamos a chamar sequestro e estupro de “amor”. Passando depois para “Lolita, 12 anos, uma ninfeta”. O que Dolores faz para ser considerada uma ninfeta além de ser vista pelos olhos errados? Toda a ideia de ninfeta atribuída a Dolores vem do narrador, da forma como ele via suas ações, nunca dela própria. Para então terminar em “o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador”.

O leitor. Aquele que lê a história. Aquele que a interpreta. E aquele que a analisa. O livro é de fato narrado como uma história de amor, Dolores é de fato descrita como uma ninfeta, Humbert é de fato apresentado como um homem apaixonado. Porque essa é a forma como o narrador, Humbert Humbert, via os fatos. Mas é ignorado a forma como Dolores Haze via os fatos, a forma como Charlotte Haze viu os fatos.

O livro narra um crime pela voz do criminoso, é isso que o torna uma grande obra literária, não é a história de amor (inexistente) narrada. Cabe ao leitor interpretar e entender que a personagem principal não é alguém a que se deva simpatia e que Dolores não era uma ninfeta que provocava seu padrasto. O problema não está no livro, mas no leitor que não consegue fazer esse discernimento, porque depois de analisar a história não deviria ser difícil para ninguém saber ao certo quem é a caça e quem é o caçador.

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5 comments on “Lolita e a interpretação de texto

Ótima a sua análise! Lolita é um livro polêmico pq desde que o Nabokov publicou as pessoas entenderam (ou fingiram entender) da maneira errada, tanto que chegaram a investigar a vida pessoal do autor em busca de alguma coisa suja que seguisse a linha do personagem narrador, mas não encontraram nada. Ele é irônico do começo ao fim na narrativa, e isso fica bem claro pelo modo superficial e ridículo com que ele descreve todos os outros personagens além da Dolores. Se a gente for prestar atenção, mais pro final, dá pra perceber que ela não tava feliz pq segundo ele ela começou a dar trabalho, mas ele minimiza isso.
Enfim, parabéns pelo post!!
Um beijo!

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Simone Pinheiro

Durante todo o livro temos só a visão do narrador, que nos conta todos os fatos como melhor convém a ele, mas com um pouquinho de interpretação é bem fácil de identificar onde ele fala a verdade e onde ele está mentindo

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foi a melhor analise sobre o livro, eu comecei a ler mas não conseguir terminar. achei horrível o modo em que o livro romantiza todo o ato. Parabéns pela fantástica analise.
http://withjacq.blogspot.com.br/

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Amei sua resenha Simone, a cada nova resenha que leio ou vídeo que vejo sobre esse livro eu fico mais curiosa ainda para ler e conhecer a história. Apesar de você avisar que tinha spoiler eu não resisti e li mesmo assim HAHAHAHAHAH
Gostei dessa forma de você colocar trechos da história e explicar cada um, ficou mais fácil de entender o seu ponto de vista e também de interpretar toda a história. Isso me lembrou muito a mini série Verdades Secretas, acho que a moral da história é quase a mesma.
Obrigada por essa resenha tão bem elaborada. Beijos

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Simone Pinheiro

Que bom que gostou! Embora eu não goste tanto da história do livro em si, recomendo a leitura dele por toda essa questão da má interpretação dele, assim você pode tirar a sua própria conclusão e ver como você entende o livro 😀

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